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06/07/2021O bullying nas escolas é cada vez mais abordado, pois várias vítimas são humilhadas por colegas por simplesmente ter uma característica ou qualquer coisa que seja diferente das demais.
Por mais que seu conceito e impactos tenham sido mais difundidos há alguns anos, o bullying nas escolas ainda é menosprezado por grande parte dos pais e corpo docente envolvido no processo. Muitas vezes, isso ocorre por acreditarem que são apenas brincadeiras em crianças ou, até mesmo, que isso não passa de uma “fase”.
No entanto, os impactos do bullying nas escolas é evidente e para entender quais são eles, continue a leitura.
O que é bullying?
A palavra bullying vem do inglês “to bully”, que significa o ato de ameaçar, agredir, humilhar ou intimidar uma pessoa indefesa. Dessa forma, o conceito de bullying surgiu justamente para caracterizar esse tipo de prática nos diversos contextos das interações humanas, sendo a escola um dos principais palcos para esses episódios.
Existem diversos tipos de bullying, sendo o físico, verbal, ciberbullying (também conhecido como eletrônico) e psicológico os principais. Apesar de algumas diferenças quanto ao meio como é feito, todos têm algo em comum: o objetivo em humilhar um alvo.
É importante mencionar que quem pratica o bullying faz isso de forma intencional e recorrente, acarretando, então, diversos danos físicos e psicológicos à vítima, pois alimentam constantemente a ideia de que a pessoa é pior do que as outras com as quais convive e, por isso, merece sofrer.
Principais causas de bullying na escola
O bullying, apesar de apresentar algumas causas mais comuns, não é caracterizado por uma causa específica, pois qualquer mínimo detalhe pode ser motivo para humilhação de uma vítima. Dessa forma, é imprescindível que haja a observação atenta para identificar quando as agressões são feitas, a fim de intervir para minimizar o impacto negativo que ela tem na vítima.
O IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística) compartilhou os resultados de uma pesquisa realizada. Nela, foi apontado que a aparência física é um dos motivos mais comuns para a instauração do bullying nas escolas.
Como a beleza é algo relativo, isso dá palco para muitas agressões. Ter o cabelo de uma cor diferente, ser um pouco acima ou abaixo do peso tido como padrão, ter muitas espinhas ou até mesmo a cor da pessoa pode ser o ponto em que o agressor irá se basear para construir e externalizar suas agressões.
A proporção disso é tão grande que foi ilustrada também pela PeNSE (Pesquisa Nacional de Saúde do Escolar), que relata que metade dos alunos entrevistados (46,6%) diz que já sofreu algum tipo de bullying e se sentiu humilhada por colegas da escola. O estudo foi feito com cerca de 2 milhões de estudantes e indica ainda que 7,4% desses alunos (equivalente a 195 mil docentes) disseram que essa humilhação não é pontual e acontece com frequência.
Além da aparência física, uma causa muito frequente para o bullying é a orientação sexual e religião. São tópicos extremamente polêmicos e delicados, mas são ridicularizados pelos agressores, que justamente por entenderem a gravidade da situação, aproveitam para bolar suas agressões.
Medidas de prevenção do bullying na escola
O primeiro passo frente à prevenção do bullying é a conscientização de todos os envolvidos com as crianças e adolescentes em idade escolar. É preciso um trabalho contínuo e elaborado para que a escola consiga compartilhar com os alunos o fato de que as diferenças não são ruins, pelo contrário, são elas que nos tornam singulares.
A conscientização também parte do princípio de reforçar negativamente qualquer ato de bullying, ou seja, aplicar punições para as agressões flagradas e/ou denunciadas e propagar a ideia de que o bullying é algo ruim, imoral e, por isso, não deve ser praticado. É importante que todos entendam a gravidade do bullying e que existe uma lei cujo objetivo é a criminalização dessas ocorrências.
Em paralelo, é importante que a escola promova um ambiente de desenvolvimento socioemocional dos seus alunos, ou seja, criar um espaço para que se sintam à vontade para conviver em harmonia e compartilhar quaisquer dificuldades que possam ter no dia a dia. A empatia é algo que precisa, nesse contexto, ser trabalhado e vinculado à qualidade de vida.
Medidas de intervenção
Uma das medidas mais eficazes de intervenção para lidar com o bullying é capacitar os professores e toda a equipe pedagógica da escola. Dessa forma, eles serão mais capazes de identificar os até os sinais mais sutis que possam demonstrar a agressão no contexto escolar.
Essa observação atenta é fundamental para que as intervenções psicoterapêuticas posteriores possam ter seu efeito potencializado, pois tratarem daquele comportamento problemático desde seus primórdios.
Além disso, as escolas precisam descobrir a maneira mais adequada, a depender de cada contexto, de criar um canal de comunicação aberto. Com esse meio, os alunos podem se sentir seguros em procurarem ajuda. Nesse caso, a presença de um psicólogo escolar é imprescindível.
A família e amigos também exercem papel fundamental na intervenção, pois eles também precisam estar alertas. Nesse caso, em qualquer tipo de demonstração de uma consequência trazida pelo bullying é possível procurar ajuda.
Consequências do bullying na escola
O bullying provoca uma série de consequências na vida de uma pessoa, como a proliferação da raiva, tristeza, sensação de inferioridade, sentimento de medo, insegurança, angústia e baixa autoestima, dentre outras.
Uma consequência praticamente imediata do bullying nas escolas é o baixo rendimento escolar, desinteresse pelos assuntos que estejam relacionados à escola e até mesmo a evasão escolar. A última ocorre em casos em que já está sendo insuportável e inviável a ida à escola.
Ademais, é comum que as vítimas de bullying se isolem com frequência, pois entendem que não são capazes de ter relações saudáveis com outras pessoas. Isso acontece em virtude das agressões que constantemente sofrem. Esse isolamento pode ser potencializado por crises de pânico e de ansiedade.
Outra consequência bastante comum são os distúrbios alimentares, uma vez que o sujeito é agredido por ter um corpo diferente do que o que o agressor julga normal. A anorexia, bulimia e compulsão alimentar são alguns dos exemplos de distúrbios que alimentam a ideia de um corpo disfuncional.
Além disso, a criança pode, ao longo do seu desenvolvimento, apresentar “sequelas” a médio e longo prazo. Algumas delas são:
- Comportamento responsivo e agressivo;
- Dificuldade de relacionar com as pessoas;
- Estresse no trabalho;
- Dificuldade para tomar decisões;
- Depressão;
- Baixa produtividade;
- Falta de confiança em si e nos outros.
Precisamos, cada vez mais, conversar sobre o bullying. O primeiro passo é entender a sua gravidade, distanciando-o do conceito de brincadeiras entre colegas. O bullying nas escolas têm consequências fortes no desenvolvimento das crianças e adolescentes. Isso pode ser evitado com trabalhos intensos de conscientização e acompanhamento da rede de apoio de cada criança.
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