Doença Psicossomática: O Que É, Diagnóstico e Tratamento

Doença Psicossomática: O Que É, Diagnóstico e Tratamento

É impossível negar a relação entre corpo e mente, tendo a doença psicossomática como um exemplo perfeito da força dessa relação. Dessa forma, é possível perceber a importância de prestar atenção no seu comportamento, hábitos e palavras para não deixar que essa relação se abale.

Conhecidas também como transtornos somatoformes, as doenças psicossomáticas, conseguem se firmar na vida do paciente a partir do desequilíbrio emocional. De certa forma, elas podem ser entendidas como sinais emitidos pelo próprio corpo para nos avisar que algo não está certo e que precisamos de uma pausa para passar por aquela situação.

Algumas emoções como a raiva, tristeza e nervosismo podem ter uma relação causal com o surgimento de doenças psicossomáticas. Além disso, o pensamento também exerce grande influência, uma vez que alimentam essas emoções.

Continue a leitura para entender como diagnosticar e tratar essas doenças.

O que são doenças psicossomáticas?

Conhecida popularmente por somatização ou cientificamente por transtorno somatoforme, a doença psicossomática é definida pelo CID-10 (Código Internacional de Doenças)

como uma condição de apresentação repetitiva de sintomas físicos persistentes que não possuem base física, porém mantém íntima relação com eventos desagradáveis e conflituosos. 

Sob uma ótica um pouco diferente, o Manual Diagnóstico e Estatístico de Transtornos Mentais (DSM-V) usa outro termo, o “transtorno de sintoma somático e transtornos relacionados” para se referir à doença. De acordo com essa bibliografia, esse transtorno seria caracterizado por sintomas causadores de aflição e perturbação da vida diária, potencializados por comportamentos, sentimentos e pensamentos relacionados aos sintomas somáticos, que tendem a aparecer de forma intensa e constante.

Normalmente, a doença é manifestada por alguma dor generalizada, por exemplo, ou até mesmo diante uma constipação, diarreia, manchas na pele e falta de ar, dentre outros. O paciente, ao apresentar esses sintomas, tende a buscar atendimento médico para tratar essas demandas, porém os exames realizados apontam que não há algo fisiologicamente errado. 

Como diagnosticar a doença psicossomática

Ainda de acordo com o DSM-V, pelo fato da doença psicossomática poder existir em vários graus, não seria interessante basear o diagnóstico no fato de que os sintomas não são acompanhados de uma causa médica/fisiológica. Assim, o diagnóstico deve ser pautado na manifestação de sintomas somáticos perturbadores associados a sentimentos, comportamentos e pensamentos considerados anormais como resposta ao sintoma. 

Outro critério confiável para o estabelecimento do diagnóstico é a preocupação excessiva com doenças, bem como o entendimento de que os sintomas físicos são ameaçadores, podendo se tornar fatais. Devido a essa versão pessimista, o paciente tem maior sofrimento mental e, consequentemente, menos qualidade de vida.

A Organização Mundial da Saúde (OMS), por meio do CID-10 elucida que a doença psicossomática pode ser diagnosticada se houver presença de:

  • Pelo menos dois anos de sintoma físico que não possua qualquer explicação;
  • Recusa em aceitar a falta de diagnóstico médico para o seu sintoma;
  • Grau de comprometimento de convívio social e familiar atribuídos às consequências do sintoma.

Algo bem comum nesse contexto é a dificuldade (em alguns casos, impossibilidade) de conciliar seus pensamentos e ações, que geralmente oscilam entre o positivo e o negativo. Logo, grande parte dos pacientes psicossomáticos são tidas como pessoas pessimistas, que se deixam dominar pelas emoções negativas, se distanciando do que realmente o motiva.

É um diagnóstico que não pode ser feito da noite para o dia, visto que envolve a contribuição técnica de médicos, psiquiatras, psicólogos e diversos outros profissionais de saúde que são envolvidos em cada caso. Sendo assim, cabe aos profissionais a observação atenta da manifestação de qualquer tipo de sintoma, bem como acompanhamento psicoterapêutico.

Como é o tratamento de uma doença psicossomática?

Terapia e medicamentos

Uma vez que as doenças psicossomáticas têm uma relação direta com os sentimentos e emoções que fazem parte do repertório do paciente, a terapia é uma das alternativas fundamentais para o sucesso do desenvolvimento daquele paciente. O tratamento desta doença pode envolver alguns tipos de medicação para amenizar momentaneamente os sintomas físicos e controlar melhor as questões emocionais.

A terapia irá ajudar o paciente a nomear as emoções e lidar melhor com elas, se permitindo ter aqueles sentimentos sem culpa. Ademais, o terapeuta trabalhará com o paciente a autoconfiança, tentando internalizar um viés mais otimista frente à vida. 

Além da terapia, muitos casos demandam o uso de certos tipos de medicamentos, como os analgésicos, anti-inflamatórios e anti-histamínicos para aliviar os sintomas. Contudo, antes da prescrição desses medicamentos, que deve ser feita por um médico e/ou psiquiatra, é preciso entender a real necessidade, visto que podem causar efeitos colaterais por tratarem doenças que fisiologicamente não existem.

Existem algumas classes de medicamentos que podem ser envolvidas no tratamento. O tratamento para estas doenças pode envolver o uso de medicamentos como analgésicos, anti-inflamatórios e anti-histamínicos para aliviar seus sintomas.

No entanto, é importante o acompanhamento de um psicólogo e/ou psiquiatra, para aprender a controlar as emoções e tratar a verdadeira causa do problema. 

Atividade física

É também recomendável a prática de atividade física, como forma de guiar o paciente a um estilo de vida mais saudável e promover maior consciência corporal. Através de uma luta, academia, dança ou alguma atividade que movimente o corpo, a produção de adrenalina e endorfina é uma consequência extremamente positiva para desfocar a atenção do paciente nos seus sintomas.

Medicina alternativa

A medicina alternativa também tem apresentado algumas alternativas bem eficazes para o tratamento de pacientes psicossomáticos. Como se trata de um leque muito amplo, o paciente se vê com várias possibilidades, podendo descobrir as que mais se identificam. A homeopatia, por exemplo, é a escolha de várias pessoas, que relatam ter um progresso significativo com o uso desses tipos de medicamentos.

O uso de florais também pode ser uma alternativa interessante, visto que existem composições bem específicas para cada demanda. Ademais, a yoga também é uma ótima opção, pois, através dela, o paciente consegue ter mais sinergia com o próprio corpo. Assim, ele aprende a passar mais tempo consigo mesmo, de forma saudável. 

Desde os primórdios, o homem tem uma relação extremamente importante (e delicada) entre corpo e mente. É perceptível como essas duas esferas se cruzam em praticamente todos os âmbitos da nossa vida

A doença psicossomática não é impeditivo para a construção de um repertório comportamental funcional. Os pacientes psicossomáticos, através da mudança no estilo de vida, conseguem se desvencilhar dos sintomas, ainda que gradualmente, assumindo o protagonismo das decisões.

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