O que é Doença Psicossomática? – Entenda O Que É e Como Se Desenvolve!

O que é Doença Psicossomática? – Entenda O Que É e Como Se Desenvolve!

Entender o que é doença psicossomática nos ajuda a perceber a conectividade entre e corpo e mente, uma vez que pode ser considerada a manifestação de sintomas de uma doença que não existe fisiologicamente.

É uma doença que não aparece de um dia para o outro. Por mais misterioso que ela possa parecer para o paciente, normalmente tem uma relação em algum trauma sofrido por ele e que, em grande parte das vezes, não tem aparente conexão com a experiência vivida. 

Quer entender o que é e como a doença psicossomática se desenvolve? Então continue a leitura.

O que é a doença psicossomática?

O termo “psicossomático” é empregado para se referir às patologias que pertencem tanto ao físico quanto ao psíquico. Dessa forma, são doenças que afetam diretamente a saúde mental e fisiológica. Nesse contexto, os sintomas físicos acabam se tornando uma consequência dos sintomas emocionais e psicológicos.

Outros termos bastante utilizados para se referir à doença psicossomática são “somatização” ou “transtorno somatoforme”. O CID-10 (Código Internacional de Doenças) a define, independentemente do nome escolhido para se referir a ela, como uma condição de apresentação repetitiva de sintomas físicos persistentes que não possuem origem física, ainda que mantenham relação extremamente próxima com eventos desagradáveis e conflituosos.

Em contrapartida, o Manual Diagnóstico e Estatístico de Transtornos Mentais (DSM-V) usa um termo diferente: “transtorno de sintoma somático e transtornos relacionados”. Esse manual caracteriza a doença psicossomática pela manifestação de sintomas causadores de aflição e perturbação da vida diária, potencializados por comportamentos, sentimentos e pensamentos relacionados aos sintomas somáticos, que tendem a aparecer de forma intensa e constante.

Uma vez que não há origem puramente fisiológica para a doença em si, a manifestação de sintomas tende a ser um pouco mais complexa, podendo variar de suaves, moderados ou graves. Além disso, podem aparecer no singular ou ter representatividade múltipla.

Sinais de desenvolvimento da doença psicossomática

Contudo, é possível elucidar, de forma mais generalista, algumas características que são mais evidentes e precisam ser observadas para identificação de sinais do desenvolvimento de uma doença psicossomática:

  • Alterações gástricas como enjoo, dores, queimação ou gastrite nervosa;
  • Insônia;
  • Manchas roxas ou avermelhadas espalhadas pelo corpo;
  • Dores de cabeça constantes e sem motivo aparente;
  • Sensação de sufocamento ou de falta de ar;
  • Desinteresse pelas atividades de rotina;
  • Batimentos cardíacos acelerados;
  • Queixas de dores generalizadas;
  • Fadiga sem causa aparente;
  • Falta de concentração;
  • Irritabilidade;
  • Sonolência;
  • Desânimo;
  • Fraqueza.

Outro ponto fundamental para observação é o conflito estabelecido entre corpo e mente, em que o paciente tende a ter dificuldade para conciliar o que pensa com suas ações, deixando-se tomar por emoções negativas que sustentam o mal estar físico e psíquico.

É justamente essa negatividade que costuma impactar no sistema imunológico do paciente, podendo provocar dor em virtude da alteração do funcionamento de órgãos, por exemplo. Tudo isso é produto da associação disfuncional de pensamentos ou comportamentos como:

  • Transtorno de Ansiedade;
  • Depressão;
  • Preocupação intensa com o surgimento de quaisquer doenças futuras;
  • Ausência de resposta aos medicamentos e acentuação dos efeitos colaterais;
  • Medo descontrolado sobre a gravidade de sintomas que nem representam tanto risco;
  • Sensação de que a avaliação clínica, diagnóstico ou o tratamento médico nunca serão suficientes para alívio dos sintomas apresentados;
  • Receio de que os exercícios físicos, ainda que leves, podem ser prejudiciais ao seu estado de saúde;
  • Tendência a interpretar sensações físicas consideradas normais como um provável sinal de doença física grave ou incurável;
  • Hábito de manter consultas repetitivas com o mesmo médico ou buscar profissionais de diferentes especialidades que julga necessário
  • Demandas de consultas urgentes para sintomas não aparentes e/ou mínimos

Como as doenças psicossomáticas se desenvolvem?

O estresse está diretamente relacionado ao desenvolvimento de doenças psicossomáticas. Ele está presente em vários âmbitos da vida de uma pessoa, seja no trabalho, nos relacionamentos ou nos estudos, por exemplo. Contudo, em alguns momentos, é possível canalizar a energia para outros pontos, deixando que o estresse não vire um empecilho para o bem-estar biopsicossocial. 

Quando as pessoas estão em um período da vida altamente estressante, é uma questão de tempo até atingirem o esgotamento psicológico. A permanência em um ambiente tóxico (seja familiar ou profissional) ou a nutrição de um relacionamento tóxico são alguns exemplos de fatores debilitantes para a saúde mental.

Pessoas que estejam nesses contextos tendem a desenvolver emoções negativas e intensas com frequência, além de alimentar pensamentos que correspondem a um estado emocional ruim. Dessa forma, podemos entender que o estresse se acumula tanto na mente quanto no corpo.

Quando a pessoa não tem forças suficientes para modificar o modo de encarar a vida e o seu repertório comportamental em tempo hábil, costumam continuar sob influência de emoções negativas. Esse é um terreno extremamente fértil para a transformação de psicológico para psicossomático.

O corpo passa a sentir os efeitos da sobrecarga emocional e inicia a manifestação de sintomas aparentemente inexplicáveis, ou seja, sem relação aparente. Os exames médicos não conseguem encontrar sinais de debilitação física e, assim, entende-se que se trata de uma doença psicossomática. 

Conflitos internos (baixa autoestima, confusões sobre a sexualidade, insegurança, complexo de rejeição) também podem agravar o estado emocional e, como consequência, promover o desenvolvimento de uma doença psicossomática. 

Ademais, outra explicação para as comorbidades psicossomáticas é a pré-disposição originária de heranças familiares, bem como questões genéticas e fisiológicas. Nesse sentido, pessoas cujos pais ou familiares têm ou já tiveram transtornos, por exemplo, costumam ser mais suscetíveis a desenvolvê-los. 

As doenças psicossomáticas são quadros complexos do ponto de vista psicológico, uma vez que se desenvolvem a partir de traumas e/ou a sobrecarga de estresse em que a pessoa se submeteu. A origem dos sintomas pode ser algo misterioso (a primeiro momento) para o paciente, mas a dor é imensa e vai além do campo fisiológico.

Dessa forma, é preciso uma escuta extremamente afiada para conseguir encontrar brechas para identificação de comportamentos, crenças e pensamentos automáticos que trazem o entendimento de o que é a doença psicossomática e como o paciente pode ser tratado.

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