Reestruturação Cognitiva: Exercícios mais importantes

Reestruturação Cognitiva: Exercícios mais importantes

A Reestruturação Cognitiva com exercícios é uma técnica defendida pela Terapia Cognitivo-Comportamental (TCC). Ela propõe ajudar os pacientes a tirar o peso negativo que alguns pensamentos provocam nos mais diversos âmbitos da vida.

É a partir dessa técnica que se torna possível substituir os pensamentos desadaptativos por outros, que consigam desencadear comportamentos saudáveis. Sendo assim, ela parte do princípio que se determinados pensamentos forem mudados, as emoções associadas a eles e a maneira pela qual ele faz a pessoa se sentir, também irá mudar.

Continue a leitura para conhecer os melhores exercícios propostos pela reestruturação cognitiva.

O que é reestruturação cognitiva

A reestruturação cognitiva é uma técnica na qual o cliente, mediado por um psicólogo, identifica e questiona os seus pensamentos desadaptativos, entendidos como disfuncionais. O objetivo é que esses pensamentos sejam substituídos por outros que sejam saudáveis, uma vez que irão reduzir ou eliminar o sofrimento mental causado pelos outros.

Nesse contexto, os pensamentos automáticos são considerados como hipóteses. A partir dessa consideração, o terapeuta e o paciente precisam trabalhar muito próximos, de forma a compilar os dados que possam confirmar se as hipóteses são realmente corretas e se podem ser úteis para a reestruturação em si. 

No lugar de construir uma participação unilateral, dizendo aos pacientes quais são os pensamentos automáticos válidos, o terapeuta formula uma série de perguntas para que ele mesmo consiga entender se é o caso.

Uma vez que o paciente conseguir elucidar os pensamentos úteis, o terapeuta irá planejar experiências comportamentais mais saudáveis e compartilhar com o paciente, para que eles avaliem e coloquem os pensamentos negativos à prova.

O final do processo se dá quando os pacientes chegam a uma conclusão sobre a validez e a utilidade de todos pensamentos discutidos ao longo das sessões. Para todo o processo são usadas algumas outras técnicas como o pensamento socrático e a dessensibilização sistemática para que tudo fique mais claro e faça mais sentido para o paciente.

Como a reestruturação cognitiva funciona na prática

A reestruturação cognitiva acontece com base em três momentos: a identificação, a contestação e a modificação. Isso significa que a modificação dos pensamentos acontece de forma gradual, para que essa experiência seja menos traumatizante para o paciente.

As etapas podem ser entendidas como:

Identificação

A maior parte dos pacientes pensam que as situações são as únicas responsáveis pelo sofrimento experienciado. É inevitável a influência que os acontecimento tem na vida de cada pessoa, sendo capaz de contribuir para abalar emocionalmente. Contudo, o que tem ainda mais influência é a interpretação e a percepção que temos deles. 

Dessa forma, o primeiro passo para iniciar o processo da reestruturação cognitiva é identificar quais são os pensamentos disfuncionais que o paciente tem. Depois disso, conseguirá ajudá-lo a desenvolver maior consciência sobre sua própria cognição. 

Contestação

Nesse momento, o terapeuta fará o papel de contestador, fazendo uma série de perguntas que consigam provocar uma reflexão sobre os pensamentos que foram identificados como disfuncionais por ele mesmo. À medida em que essa reflexão vai sendo provocada, o terapeuta começa a propor comportamentos que poderiam colocar o paciente em outra posição e, consequentemente, atingir outro resultado. Essa etapa é, então, destinada à testagem das crenças.

Modificação

O fechamento da reestruturação cognitiva se dá pelo desenvolvimento da conclusão sobre a real função dos pensamentos disfuncionais, bem como a oportunidade de escolher a continuação do seu uso ou a ressignificação para crenças saudáveis.

Reestruturação cognitiva: exercícios

Conforme mencionado, a reestruturação cognitiva é uma técnica que engloba uma série de técnicas da Terapia Cognitivo-Comportamental (TCC). Não existe um manual ou uma diretriz padrão que estipule qual a estratégia a ser seguida pelo terapeuta, apenas o fato de que quaisquer técnicas que sejam usadas, precisam provocar a reflexão acerca dos pensamentos disfuncionais identificados.

Alguns exercícios que podem ser usados são:

Autoinstrução

Essa técnica pressupõe que o próprio paciente seja preparado para se convencer a agir. E, posteriormente, para guiar a sua ação, geralmente focada a um objetivo, seja confrontar um sintoma como por exemplo quando sofre de ansiedade, resolver um problema ou alterar um estado de humor. 

Registro de Pensamentos Disfuncionais

Através dessa técnica, o terapeuta solicita ao paciente para identificar os pensamentos desagradáveis, com o objetivo de mudar percepções e pensamentos negativistas, de forma em que o paciente se dê conta do que pensa e sente quando está diante um problema.

Questionamento Socrático

É uma técnica que favorece o registro dos pensamentos disfuncionais e do encorajamento do paciente a refletir sobre eles de forma crítica. Isso ocorre através de perguntas que realmente faça o paciente pensar verdadeiramente sobre elas. Assim, ele deverá ser capaz de tomar decisões racionais, com base em suas próprias conclusões.

Conexão dos pensamentos às situações e ao afeto

Com base nessa técnica, o terapeuta irá ajudar o paciente a relacionar o acontecimento a um conjunto de pensamentos que têm consequências importantes e diretas no afeto. Após essa identificação, o terapeuta irá fazer perguntas que alguém pode fazer a si mesmo para detalhar pensamentos e suas conexões aos eventos e emoções, enfatizando a importância de compreender os pensamentos como passo inicial para mudar reações emocionais.

Exposição

O terapeuta irá ajudar o paciente a listar algumas situações temidas por ele, elencando entre a que causa menos e mais ansiedade. Tendo mapeado as situações, os primeiros estágios contam com a participação do terapeuta para uma exposição imaginativa das situações.

O terapeuta fica presente nessas exposições até que possa ocorrer a habituação da ansiedade no item da hierarquia que está sendo confrontado. Quando a situação não eliciar mais altos níveis de ansiedade e desconforto, o terapeuta inicia a exposição do próximo item da lista de situações problemáticas. O processo continua até que o paciente consiga enfrentar todos os itens listados com diminuição da ansiedade e do desconforto. 

Parada do pensamento

O processo consiste na ruminação de pensamentos e, para isso, o paciente é orientado a ir para um espaço silencioso, em que não seja perturbado. Com o tempo, o paciente já entenderá melhor a dinâmica e não precisará ficar isolado, conseguindo colocar em prática a técnica de parar o pensamento em quase todos os ambientes ou contextos.

Nesse momento de reflexão, o paciente será orientado a pensar intencionalmente naquele pensamento que o causa sofrimento e focar nele ao invés de tentar evitar, ignorar ou fugir dele.

Sendo assim, no momento em que o pensamento está no momento de “pico” e/ou a ansiedade pareça insuportável, ele deve gritar alto alguma palavra que o detenha, como “Pare!” ou “Agora Chega”. O objetivo primordial é que a ação de gritar a palavra “X” seja associada à prisão do pensamento. 

A reestruturação cognitiva e os exercícios são extremamente valiosos, visto que trabalham justamente no ponto mais crucial da relação humana com o meio externo, do ponto de vista da Terapia Cognitivo-Comportamental: a relação entre pensamento e emoções.

Levando seus tratamentos para um próximo patamar

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