Tipos de Memória: Descubra quais são e como funcionam

Tipos de Memória: Descubra quais são e como funcionam

O avanço da neurologia proporcionou o descobrimento de vários tipos de memória, bem como os impactos dessas variações no funcionamento cerebral. Graças ao desenvolvimento de estudos sobre esse tema, foi possível estabelecer alguns tipos que possibilitaram um tratamento mais eficaz.

É preciso entender que cada tipo de memória pode ser estimulado e melhorado com exercícios específicos. Assim, se realmente for possível entender qual é a memória mais utilizada pelo paciente ou a que menos tem sido trabalhada, torna-se mais fácil estimulá-las para melhorar o bem-estar e desempenho do paciente.

Continue a leitura e saiba mais.

Tipos de memória

Os tipos de memória são classificados de acordo com suas características e normalmente são agrupadas pela temporalidade, o formato de codificação e em função do tipo de informações armazenadas.

Os tipos de memória relacionados à temporalidade são a memória de curto prazo (MCP) e a memória de longo prazo (MLP). Basicamente, a diferença entre elas consiste nas fases armazenamento e recuperação, sendo a de curto prazo armazenada e recuperada por um curto período de tempo e a de longo prazo se sustenta no tempo.

Contudo, a classificação não acaba por aí, visto que é possível verificar tipos de memórias distintas também pelo meio em que a informação é codificada. Esse é o caso das:

  • Sensorial – a informação recebida é processada pelos sentidos (memória visual, olfativa, auditiva e viso-espacial);
  • Verbal – processa a informação em forma de palavras (orais e escritas). 

Ademais, existe o grupo de memória pautado na informação de aprendizagem, classificadas como:

  • Memória episódica: é entendida como a lembrança de acontecimentos específicos, como lembrar o que foi servido de almoço no dia anterior ou quais as atividades que realizou durante o dia anterior. Nesse caso, o conteúdo da informação armazenada é pessoal e, devido a isso, pode ser conhecida também por memória biográfica.
  • Memória semântica: o conteúdo armazenado tende a ser sobre fatos e conceitos, de caráter cultural ou sobre conhecimentos gerais acerca do mundo, bem como a compreensão do significado literal das palavras e do vocabulário. 
  • Memória processual: refere-se ao armazenamento de habilidades e destrezas, como o simples fato de amarrar os sapatos, escrever o próprio nome e andar de bicicleta.

Memória sensorial

Na memória sensorial, os estímulos externos captados são recebidos de fato por meio dos sentidos. Nesse contexto, toda informação codificada desses estímulos mantém uma curta duração de armazenamento. Em seguida, é eliminada, esquecida ou transmitida para outros tipos de memória que garantam seu armazenamento por mais tempo. 

Refere-se àquela memória que permite ao paciente a sequência de um filme, ler um livro do início ao fim ou manter uma conversa. Por sua complexidade, é subdividida em:

  • icônica: registra a informação trazida pela visão, retendo as imagens associadas a um objeto em específico durante um curto período de tempo.
  • háptica: responsável por processar os estímulos oriundos do sentido do tato, registrando informações que se referem à dor, coceira ou calor, por exemplo. Entende-se que sua retenção é maior que a da memória icônica.
  • ecóica: corresponde à informação percebida pelo ouvido, sendo extremamente importante para o paciente. Seu armazenamento é de curta duração e permite ao paciente entender a linguagem para manter uma conversa.

Memória de trabalho

A memória de trabalho é conhecida por muitos estudiosos e profissionais da saúde como memória operacional. Se refere ao mecanismo que permite o armazenamento e manipulação da informação guardada, bem como a associação dela com outras ideias que entram com novos inputs. 

O funcionamento do córtex pré-frontal é essencial para esse tipo de memória, pois ela é responsável por operar nas ações cognitivas mais complexas, como a compreensão da linguagem, leitura, o aprendizado, raciocínio, o planejamento e as habilidades relacionadas à lógica e/ou matemática. 

A informação armazenada na memória de trabalho está abaixo da memória de curto prazo. Entretanto, ainda que o seu armazenamento seja de curta duração, está em constante atualização, ou seja, se você deseja estimular essa capacidade cognitiva, você pode realizar jogos para melhorar a memória.

Memória de curto prazo

A memória de curto prazo é um tipo de memória limitada na retenção da informação armazenada. Isso porque as informações recebidas são retidas por um breve período de tempo, que não passa de 30-40 segundos. 

A memória de curto prazo permite o paciente lembrar de 6-7 itens, desde que retidos em um breve espaço temporal. Porém, caso a informação seja repetida ou manipulada de alguma forma, pode ser armazenada em outro tipo de memória, como na memória de longo prazo. Dessa forma, acaba se tornando a memória mais suscetível à deterioração.

Memória de longo prazo

Refere-se a um tipo de memória capaz de codificar e reter a informação durante um período de tempo maior, podendo ser mantida em uma temporalidade de segundos até anos. As memórias episódicas, semânticas e/ou processuais, por exemplo, são normalmente mantidas na memória de longo prazo. Esse processo permite ao paciente lembrar de fatos pessoais, culturais ou até mesmo habilidades.

A memória de longo prazo é subdividida em dois tipos:

  • Explícita: armazena e externaliza fatos e dados levados ao conhecimento por meio dos sentidos e de processos internos do cérebro, como associação de dados, dedução e criação de idéias. Esse tipo de memória é levado ao nível consciente através de proposições verbais, imagens, sons etc. 
  • Implícita: armazena dados referentes à aquisição de habilidades desenvolvidas por meio da repetição de uma atividade que segue sempre o mesmo padrão. É o caso das habilidades motoras, sensitivas e intelectuais, além de toda forma de condicionamento.

A memória é um campo extremamente amplo da neurologia, que abre a porta para diversos tipos de tratamento e intervenções clínicas. Entender sobre elas pode ajudar a descobrir possíveis dificuldades para, assim, trabalhar a multidisciplinaridade para conseguir desenhar um tratamento que estimule o desenvolvimento delas para, assim, promover o bem-estar do paciente. 

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