Borderline Tem Cura? – Descubra Agora!

Borderline Tem Cura? – Descubra Agora!

O Transtorno de Personalidade Borderline é um quadro ainda pouco estudado no Brasil, porém intensamente em outros países do mundo, devido ao aumento de casos nos últimos anos. Isso traz uma questão fundamental: borderline tem cura?

Primeiro, é preciso entender que trata-se de uma síndrome caracterizada pela presença de sentimentos e comportamentos extremos, que podem se alterar de uma hora para outra.

Além disso, existe uma linha tênue entre Borderline e Transtorno Bipolar, evidenciada em alguns manuais psiquiátricos, o que demanda uma atenção ainda mais dos profissionais de saúde envolvidos no caso, para realmente firmar um diagnóstico correto.

Cerca de 1,7% da população vive com esse transtorno de personalidade, sendo que, entre pessoas que já fazem tratamento psiquiátrico, esse número aumenta para entre 15% e 28%.

Continue a leitura para entender um pouco mais sobre esse transtorno.

O que é Transtorno da Personalidade Borderline

Para entender o conceito, podemos partir da análise do nome do transtorno em si. O termo borderline significa “fronteiriço”. Apenas na década de 1980 é que o Transtorno da Personalidade Borderline foi definido como conhecemos hoje. Antes disso, os médicos acreditavam que a personalidade era uma característica imutável nas pessoas.

O Manual MSD (Merck Sharp and Dohme) define o Transtorno de Personalidade Borderline como um quadro caracterizado pelo padrão generalizado de instabilidade e hipersensibilidade nos relacionamentos interpessoais, instabilidade na autoimagem, flutuações extremas de humor e impulsividade. Será que o borderline tem cura, afinal?

Principais sintomas do Borderline

Conhecido também por Transtorno da Personalidade Limítrofe, os pacientes apresentam, normalmente, as manifestações sintomáticas abaixo:

  • Medo do abandono: os pacientes sentem muito medo de serem abandonados pelas pessoas que amam, pois, segundo eles, a qualquer momento podem não ser mais atendidos e/ou deixados sozinhos. Em casos extremos, o medo pode avançar para um isolamento voluntário do paciente, que prefere se isolar do que sofrer com um possível abandono.
  • Raiva intermitente: essa é uma das características mais marcantes dos pacientes, que acaba alimentando os conflitos interpessoais. As mais simples ações das pessoas ao seu redor podem ser interpretadas pelo paciente como sinais de rejeição e negligência, potencializando uma raiva sem realmente um motivo aparente. Essa raiva normalmente é externalizada pelo paciente em condições desproporcionais.
  • Mudanças de humor: a raiva não precisa estar sempre presente, mas o paciente irá oscilar o humor com bastante frequência, passando por momentos de ansiedade, irritação e insegurança, por exemplo.
  • Sensação de vazio: o vazio se torna tão intenso para a pessoa ao ponto de não conseguir preenchê-lo com a própria companhia, demandando sempre de uma outra pessoa, na qual tende a construir uma dependência afetiva.
  • Hábitos ruins: a maioria dos pacientes com esse transtorno tendem a entrar em vícios comuns, como sexo extra conjugal, vício em jogos ou drogas e má alimentação, por exemplo. Normalmente esses hábitos são instaurados como uma tentativa de superar a tristeza e o sentimento de vazio. 
  • Comportamento impulsivo: é comum que os pacientes, ainda que sem motivo, tomem decisões impulsivas, como terminar um relacionamento da noite para o dia, sair de um emprego estável, abandonar os estudos e comprar compulsivamente, por exemplo.
  • Autodepreciação: os pacientes tendem a se sentirem as piores pessoas do mundo, sendo incapazes de destacar suas qualidades. Pelo contrário, eles só conseguem ver os defeitos, evidenciando-os como justificativa para as negligências e possível abandono por parte do outro.
  • Ficar preso ao passado: grande parte dos pacientes com Borderline tendem a se prender a acontecimentos passados, tendo grande dificuldade para se desvencilhar do trauma. Isso acaba dando margem para um abuso emocional.
  • Intenções e pensamentos suicidas: auto-depreciação, o medo do isolamento e o estado emocional geral instável podem levá-los a tentar suicídios. Algumas tentativas podem ser falsas para atrair a atenção enquanto outras podem ser reais.

Quais são as causas do transtorno?

Não é possível identificar algumas causas padrões para o Transtorno da Personalidade Borderline, uma vez que o seu desenvolvimento pode estar relacionado a diversos fatores. Esses variam de pessoa para pessoa, conheça alguns a seguir.

Contudo, um denominador comum são os traumas. Os pacientes normalmente costumam relatar situações emocionais intensas que passaram durante a vida que, ao investigarem por meio da terapia, consegue-se estabelecer uma relação com a manifestação dos sintomas mencionados no tópico anterior.

Esses quadro crítico tende a ocorrer como produto de conflitos marcantes na vida da pessoa, como experiências traumáticas. Além disso, separações, experiências de quase morte, falecimento de entes queridos ou mesmo abuso sexual contam como fatores críticos.

Além disso, é possível perceber também a influência do ambiente no desenvolvimento da doença. O Transtorno de Borderline é mais comum em indivíduos que cresceram em lares ou ambientes emocionalmente negativos e de afetividade conturbada.

Borderline tem cura, afinal?

O Transtorno de Personalidade Limítrofe não tem uma cura. Contudo, não se trata de um diagnóstico fatal, visto que existem várias formas de lidar com a doença, por meio do tratamento.

Para um tratamento realmente eficaz, é recomendável o acompanhamento de uma equipe multidisciplinar, que irá cuidar, cada uma na sua especialidade, do paciente. O psiquiatra é peça chave nesse contexto, pois será responsável por receitar a intervenção medicamentosa mais adequada para cada sujeito.

Aliada à medicação, a terapia também é imprescindível, para que o paciente aprenda a lidar com as emoções, sem deixar que elas ditem as regras. Além disso, o terapeuta irá ajudar o paciente a ter mais autonomia, suavizando a ideia de abandono que tanto os assombra. Outros profissionais de saúde podem ser acionados mediante a demanda do paciente, que deve contar com uma rede de apoio para ajudá-lo a se engajar no tratamento. 

Conviver com a síndrome de borderline não é uma tarefa fácil, mas é possível. Os pacientes passam por momentos bem conflituosos ao longo dessa jornada, porém conseguem, gradativamente, construir uma rede de relacionamentos saudáveis. 

O tratamento conta com a produção de mudanças comportamentais que vislumbram o desvencilhamento dos sentimentos negativos que são criados, bem como a autossabotagem.

Sendo assim, a resposta para a pergunta “borderline tem cura?” é não. Porém, os psicólogos e psiquiatras desempenham um papel fundamental para que os pacientes controlem seus impulsos e emoções. Assim, elevando sua qualidade de vida, evitando conflitos e prevenindo situações mais severas, como os pensamentos suicidas. 

Quer conhecer mais sobre os transtornos da personalidade? Continue navegando em nosso blog.

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