Neuropsicologia Infantil: Descubra como funciona!

Neuropsicologia Infantil: Descubra como funciona!

O interesse em entender os problemas de aprendizagem e os impactos no desenvolvimento infantil cresce cada vez mais a nível mundial. Assim, criando um terreno extremamente fértil para o crescimento da Neuropsicologia Infantil. 

A Neuropsicologia é uma ciência que estuda a relação estabelecida entre o cérebro e os comportamentos que o indivíduo tem ao longo da vida. Trata-se de uma área específica de estudo em grande expansão, ainda que tenha sido desenvolvida há não muito tempo, uma vez que se pauta em uma base teórica resultante de várias décadas de investigação.

Os estudiosos dessa área propõem abordar a relação entre o processo de maturação do sistema nervoso central e os comportamentos produzidos na infância, usando a avaliação do neurodesenvolvimento como ferramenta para prevenção e diagnóstico de possíveis distúrbios.

Quer entender um pouco mais sobre a Neuropsicologia Infantil? Continue, então, a leitura.

O que é neuropsicologia infantil

A Neuropsicologia Infantil é uma área que se dedica à análise da relação do cérebro com os comportamentos desenvolvidos na infância, principalmente quando se manifestam na forma de algum tipo de problema de aprendizagem, por exemplo.

O funcionamento do cérebro tem um influência direta no ajuste comportamental, cognitivo e social de crianças e adolescentes. Dessa forma, os transtornos devem ser trabalhados com base em um modelo integrado de neuropsicologia clínica infantil.

Sendo assim, a Neuropsicologia Infantil tem algumas ações fundamentais, como:

  1. Distinguir comportamentos considerados dentro de uma estrutura normal de desenvolvimento daqueles considerados alterações do sistema nervoso central, considerando também o contexto em que a criança ou adolescente está inserido.
  2. Busca pela identificação e explicação dos déficits ou distúrbios de aprendizagem associados ao comprometimento da função cerebral.
  3. Avaliação do curso do desenvolvimento neurológico de subtipos específicos de dificuldades de aprendizagem para melhorar a identificação e intervenção de forma preventiva e corretiva.
  4. Investigação dos distúrbios psiquiátricos de crianças com distúrbios neurológicos graves.
  5. Auxílio no desenho de programas de remediação, especialmente quando usados ​​em uma estrutura clínica integrada.
  6. Acompanhamento da recuperação da função após lesão cerebral e neurocirurgia e medição dos efeitos de uma possível deterioração da função associada a doenças cerebrais degenerativas.
  7. Análise e compreensão dos déficits cognitivos, comportamentais, intelectuais, atencionais, motores, de memória e de personalidade associados à lesão cerebral traumática.

Como saber se a criança precisa da avaliação?

A avaliação neuropsicológica é recomendada para os casos em que há suspeita de uma dificuldade cognitiva ou comportamental de origem neurológica. Ela é uma ferramenta de apoio extremamente valiosa para o diagnóstico e tratamento de diversas enfermidades neurológicas, problemas de desenvolvimento infantil, comprometimentos psiquiátricos, alterações de conduta, entre outros.

É um procedimento muito produtivo para a análise do processo de ensino-aprendizagem, uma vez que possibilita o estabelecimento de relações entre as funções corticais superiores, como a linguagem, a atenção e a memória, e a aprendizagem simbólica (conceitos, escrita, leitura, etc.). 

Nesse contexto da aprendizagem, o modelo neuropsicológico das dificuldades da aprendizagem tem como objetivo reunir uma amostra de funções mentais superiores envolvidas na aprendizagem simbólica, que são correlacionadas com a organização funcional do cérebro.

Sendo assim, ela é indicada para vários casos, dentre eles:

Doenças genéticas ou adquiridas: espinha bífida, hidrocefalia, paralisia cerebral, epilepsia (convulsões), neurofibromatose, esclerose tuberosa ou tumor cerebral podem necessitar de uma avaliação neuropsicológica, acidente vascular cerebral, falta de oxigênio ou infecção,  prematuridade, diabetes, problemas cardíacos ou respiratórios crônicos.

Exposição a substâncias tóxicas: se a criança ou adolescente for exposta ao chumbo, drogas ou outras substâncias tóxicas como o monóxido de carbono, por exemplo. Existe ainda a possibilidade da criança ter sido exposta ao álcool, tabagismo ou certas drogas enquanto sua mãe estava grávida. Assim, uma avaliação deve ser realizada.

Problemas de aprendizado ou educacionais: problemas escolares também podem demandar uma avaliação neuropsicológica infantil. São eles o Transtorno de Déficit de Atenção e Hiperatividade (TDAH), autismo ou distúrbio generalizado do desenvolvimento.

A avaliação neuropsicológica infantil também favorece o diagnóstico precoce de alterações no desenvolvimento, como o Transtorno do Espectro Autista (TEA) e alguns outros atrasos no desenvolvimento global. Dessa forma, propõe a aplicação de uma abordagem interdisciplinar mais precoce e, consequentemente, mais eficaz.

Como é realizada a avaliação neuropsicológica em crianças?

Para a realização da avaliação neuropsicológica infantil é preciso conhecer as diferentes teorias do desenvolvimento, explorar o histórico de cada caso, realizar observações diretas e indiretas do comportamento da criança, entrevistar as pessoas envolvidas na vida da criança e manter discussão interdisciplinar para conseguir estabelecer uma proposta interventiva eficaz. 

A primeira fase da avaliação neuropsicológica é a anamnese, uma etapa fundamental para colher todos os dados e dados sobre o desenvolvimento e rotina da criança. O processo de anamnese é realizado com o próprio paciente, familiares, professores e profissionais de saúde que possam estar envolvidos na vida da criança.

Além disso, é feita uma análise qualitativa para observar como a criança se comporta diante da avaliação. Normalmente a criança chega apreensiva no consultório e, por isso, é fundamental que seja criado um ambiente acolhedor, para que ela se sinta o mais confortável possível. 

Tendo criado esse setting terapêutico, são aplicados instrumentos neuropsicológicos que permitem avaliar várias funções cognitivas. Existem diversas técnicas e testes psicológicos que são capazes de medir os aspectos cognitivos da criança ou adolescente. Após concluída, é feita uma devolutiva aos responsáveis com todas as orientações, possíveis diagnósticos e possibilidades de intervenções.

Contudo, é importante ressaltar que o Conselho Federal de Psicologia (CFP) permite que apenas os profissionais da psicologia possam realizar psicodiagnóstico ou avaliação psicológica através de testes psicológicos. Essa é a grande diferença entre o psicólogo e os demais profissionais que buscam a especialização na área.

Cada vez mais, os testes psicológicos vêm sendo utilizados como recurso indispensável no tratamento de diversos quadros infantis, como dificuldades no desempenho escolar. Nesse contexto, a Neuropsicologia Infantil aparece como alternativa para estudo da relação entre cérebro e comportamento para, assim, criar alternativas para potencializar o desenvolvimento de crianças e adolescentes.

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