Cloridrato de Sertralina: Conheça Seus Efeitos Colaterais!

Cloridrato de Sertralina: Conheça Seus Efeitos Colaterais!

O cloridato de sertralina e seus possíveis efeitos colaterais é um tema muito discutido. A sertralina é um tipo de antidepressivo comprovadamente eficaz e bastante receitado, podendo ser encontrado pelos nomes Serenata, Zoloft ou Assert. O nome sertralina se refere, na verdade, ao princípio ativo importante na classe dos inibidores seletivos de recaptação de serotonina (ISRS). 

O seu lançamento foi marco de uma nova geração de antidepressivos, que atuam através dos neurotransmissores serotoninérgicos. Nesse contexto, seu uso levantou (e levanta até hoje) dúvidas fortes acerca dos seus efeitos colaterais, que tendem a ser fortes em alguns casos.

Continue a leitura para conhecer mais sobre cloridrato de sertralina e efeitos colaterais.

O que é e para que serve o Cloridrato de Sertralina?

Conhecida também de sertralina, o cloridrato de sertralina é um tipo de antidepressivo que pertence à classe dos inibidores seletivos da recaptação da serotonina (ISRS). Isso significa que é um medicamento que atua diretamente no cérebro, aumentando a disponibilidade de serotonina, que é um neurotransmissor responsável pela regulação do humor. Então, é possível que haja alguns efeitos colaterais comuns para quem utiliza o medicamento.

A sertralina tem uma excelente farmacocinética, o que quer dizer que ela é rapidamente absorvida e distribuída pelos tecidos, quando administrada de forma oral. Dessa forma, ela consegue ser metabolizada pelo fígado até que chega a seu alvo, o SNC (Sistema Nervoso Central). Feito esse processo, ela sai do corpo pela via renal e fecal. 

Assim, inibe uma proteína encarregada de recaptar a serotonina para que ela seja degradada. Como resultado, essa ação aumenta a disponibilidade deste neurotransmissor no Sistema Nervoso Central, o que provoca a diminuição dos sintomas. 

Os efeitos do medicamento no organismo começam a ser percebidos por volta da segunda ou quarta semana após o início do seu uso, característica comum dos medicamentos dessa classe. Todavia, a especialista elucida que após esse período, ela terá um perfil antioxidante e anti-inflamatório.

A posologia da sertralina dependerá da demanda, sendo imprescindível que o paciente seja orientado por um psiquiatra. Normalmente ela é receitada em forma de dose única, administrada a cada 24 horas. O tratamento tende a começar com o uso de 50mg diárias, mas é passível de um aumento gradual, caso o psiquiatra que o acompanhe entenda que é a melhor saída e respeite o limite de 200mg por dia.

Ela foi inicialmente comercializada em 1991 e, desde então, foi usada por mais de 100 milhões de pessoas, ocupando uma boa posição na revista Sciente quanto um dos medicamentos mais vendidos no mundo.

O medicamento é normalmente indicado para o tratamento de: 

  • Depressão
  • Depressão acompanhada de ansiedade (com ou sem histórico de mania)
  • Transtorno Obsessivo Compulsivo (TOC) em adultos e crianças acima de 6 anos de idade. Após resposta satisfatória, a sertralina mantém a eficácia, segurança e tolerabilidade em tratamento a longo prazo, como indicam estudos clínicos de até 2 anos de duração.
  • Transtorno do Estresse Pós-Traumático (TEPT)
  • Fobia social ou transtorno da ansiedade social. Após resposta satisfatória, a continuidade do tratamento com Cloridrato de Sertralina (substância ativa) é eficaz na prevenção de recidivas do episódio inicial da fobia social.
  • Transtorno do pânico (acompanhado ou não de agorafobia). Após resposta satisfatória, a continuidade do tratamento com Cloridrato de Sertralina (substância ativa) é eficaz na prevenção de recidivas do episódio inicial do transtorno do pânico.
  • Síndrome Da Tensão Pré-Menstrual (STPM)
  • Transtorno Disfórico Pré-Menstrual (TDPM).
  • Fobia social (transtorno da ansiedade social). 

Entretanto, é importante destacar que ainda que ela seja eficaz para o tratamento das demandas citadas acima, é imprescindível que o paciente siga as orientações do médico, que será responsável por acompanhar o início do seu uso e o seu desmame, quando não for mais necessário o uso contínuo. 

Além disso, o psiquiatra e/ou médico irá orientar o paciente acerca do comportamento e indicações em casos de recaídas ou crises relacionadas a algum tipo de efeito colateral provocado por ele.

Cloridrato de Sertralina: efeitos colaterais

A sertralina não é capaz de causar dependência, o que vai contra o propagado pelo senso comum. Ainda que provoque efeitos colaterais, eles podem ser menos prejudiciais do que não ser tratado.

Grande parte dos pacientes não apresenta reações adversas. Contudo, existe a possibilidade de o paciente apresentar alguns sintomas, sendo os efeitos colaterais mais comuns:

  • Dor de cabeça
  • Tontura
  • Sensação de cansaço ou fraqueza
  • Insônia ou sonolência
  • Aumento ou redução do apetite
  • Boca seca
  • Náusea
  • Diarreia
  • Diminuição da libido.

Em geral, os efeitos colaterais da sertralina costumam ser percebidos mais no início do tratamento. A tendência é que eles gradativamente sumam à medida em que o organismo se acostuma com a medicação, mas, esses sintomas podem persistir. Caso isso ocorra, é fundamental que o paciente procure o médico para investigar o que pode estar acontecendo.

Sertralina ou terapia: qual escolher?

Diversos estudos confirmam que o sucesso maior de um tratamento se dá quando o paciente é acompanhado por um psicólogo e pela administração de medicamentos. A terapia é um elo fundamental para a potencialização dos efeitos, bem como adaptação do paciente quando o medicamento é retirado da sua rotina. 

Os resultados de uma pesquisa americana reforçam que a melhor forma de combater a depressão é aliar antidepressivos com sessões de Terapia Cognitivo-Comportamental (TCC). Isso ocorre, pois quando há essa combinação, o tratamento se torna até 30% mais eficaz do que o uso isolado do remédio, conforme o estudo.

Portanto, os antidepressivos, segundo Steven Hollon, agem em uma parte específica do cérebro, regulando a atividade da região onde as emoções são geradas. Em paralelo, a TCC age em outra parte do cérebro, o córtex pré-frontal, aumentando o controle que um paciente tem sobre suas emoções. Desse modo, o sucesso do tratamento é significativamente maior quando ocorre a combinação da psicoterapia com a intervenção medicamentosa.

Aliado à medicação, a terapia emerge como ferramenta essencial para a potencialização dos efeitos positivos do tratamento medicamentoso, visto que irá ajudar o paciente a lidar com essa nova parte da rotina, bem como a passar por quaisquer recaídas e efeitos colaterais. 

O cloridrato de sertralina e efeitos colaterais não precisam ser mal visto, pois o medicamento de fato produz melhoras nos quadros estudados ao redor do mundo. Contudo, o que precisa ficar bem claro para o paciente é a necessidade de acompanhamento regular e próximo de um psiquiatra, que será responsável por ajudar o paciente a administrar as doses ao longo do tratamento.

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