Registro de Pensamentos Disfuncionais: Aprenda a fazer [Planilha grátis]

Registro de Pensamentos Disfuncionais: Aprenda a fazer [Planilha grátis]

Os pensamentos disfuncionais são capazes de promover um sofrimento mental intenso na vida do indivíduo, que os utiliza como bagagem para alimentar crenças centrais não saudáveis. Portanto, é importante realizar o registro de pensamentos disfuncionais para entender e dar um norte ao terapeuta.

O Registro Diário de Pensamentos Disfuncionais, também conhecido como RPDP, é uma ferramenta utilizada no tratamento de diversos pacientes. Seu foco não é apenas identificar os pensamentos automáticos, mas ajudar o paciente a contestá-los.

Quer saber como aplicar o registro de pensamentos disfuncionais na prática? Então basta continuar a leitura.

O que é o Registro de Pensamentos Disfuncionais

O Registro de Pensamentos Disfuncionais é uma técnica proposta pela Terapia Cognitivo-Comportamental para potencializar o bem-estar do paciente ao guiá-lo no processo de identificação e análise consciente dos pensamentos, emoções e comportamentos disfuncionais. 

A proposta da técnica é instigar o paciente a pensar em respostas mais positivamente adaptativas frente às cognições negativas que possam surgir no dia-a-dia. Dessa forma, é possível que ele consiga, ainda que pouco a pouco, se posicionar de forma saudável frente às situações que vivencia.

Ademais, a tarefa busca ajudar o paciente a adquirir mais conhecimento sobre o que possa estar dando força aos sentimentos negativos, que acabam potencializando a baixa autoestima e quadros de ansiedade.

É possível, também, identificar erros de raciocínio que reforcem o seu desconforto emocional. Para isso, os pensamentos tendenciosos e distorcidos são analisados de forma objetiva, permitindo a resolução de problemas com mais confiança e adoção de uma atitude mais produtiva.

Como fazer o registro de pensamentos disfuncionais

O primeiro passo para realizar o registro de pensamentos disfuncionais é construir uma tabela que contenha os principais pontos a serem trabalhados. Existem alguns modelos disponíveis de forma online e nós preparamos um para te ajudar. Basta baixar aqui.

Com a tabela em mãos, o terapeuta deverá orientar o paciente a preencher da seguinte forma:

  • 1ª coluna: anotar sempre o dia que a situação ocorreu;
  • 2ª coluna: descrever situação causadora de desconforto. É importante que seja anotado, também nesse tópico, o local, momento, com quem estava, o que fazia, o que falavam e quaisquer detalhes relevantes acerca da situação;
  • 3ª coluna: especifique as emoções, sentimentos ou sensações (ex.: raiva, medo, tristeza, irritação, taquicardia, falta de ar, suor repentino…) para, posteriormente, avaliar a intensidade através da escala de 0 a 100;
  • 4ª coluna: faça uma lista dos pensamentos que emergiram da situação, da maneira como apareceram em sua mente. Em seguida, defina o grau de sua convicção para cada pensamento seguindo a escala de 0 a 100;
  • 5ª coluna: reflita e faça anotações sobre as respostas alternativas para os pensamentos registrados na coluna anterior. Analise racionalmente cada uma, buscando respostas para perguntar como “que provas tenho da veracidade de cada pensamento? Qual é a pior coisa que pode acontecer a mim? Qual efeito a situação teria sobre mim se eu mudasse o pensamento? Se um amigo estivesse passando pela mesma situação, o que poderia dizer a ele?” É fundamental que seja avaliado o quanto você acredita em cada resposta, seguindo uma escala de 0 a 100;
  • 6ª coluna: analise mais uma vez e reavalie o grau de convicção em cada pensamento e emoção descritos. Então, se faça algumas perguntas para potencializar a reflexão, como: quanto você acredita agora em cada pensamento (0-100)? Qual é a emoção que sente agora? O que é possível ser feito agora diante da situação, considerando novas possibilidades e interpretações?.

Qual é a importância de realizar o registro?

O Registro Diário de Pensamentos Disfuncionais é extremamente importante para o desenvolvimento do tratamento do paciente. Isso porque consegue possibilitar a maior autonomia e autoconhecimento por parte da pessoa.

O terapeuta precisa ter uma escuta bem ativa para entender qual é o melhor momento para incluir essa tarefa nas atividades propostas para o paciente ao longo do treinamento. Sendo assim, essa técnica se mostra eficaz para o tratamento de casos de depressão, ansiedade e diversos outros.

Por meio do RDPD, o paciente consegue ter uma visão mais macro de si mesmo, conseguindo identificar os gatilhos que possam estar potencializando o sofrimento mental. Além disso, a técnica é fundamental para ajudar o paciente a se responsabilizar pelos seus próprios comportamentos, devolvendo a ele a função de protagonista da própria vida.

Como conscientizar o paciente de fazer o registro?

Uma das maneiras de ajudar o paciente a se engajar com a técnica é mostrar a ele os ganhos que terá com o registro. Contudo, existem algumas pessoas que tendem a ser mais resistentes a propostas de tratamento que o forcem a sair um pouco da zona de conforto.

Uma alternativa também viável é fazer os primeiros registros com o paciente durante a sessão. Assim, é possível explicar no detalhe a técnica e criar um espaço de confiança, em que o paciente se sentirá seguro em seguir a técnica por realmente entender como ela funciona. 

Além disso, o terapeuta deverá acompanhar de perto os primeiros registros que o paciente fizer sozinho. Assim, vai conseguir ajudá-lo a identificar possíveis más interpretações e ajudá-lo a identificar as emoções que estão envolvidas em todo o processo. Por fim, o reforço positivo diante as vitórias é igualmente importante para o êxito da técnica.

O Registro de Pensamentos Disfuncionais, Registro Diário de Pensamentos Disfuncionais ou RDPD é uma técnica extremamente valiosa, proporcionada pela Terapia Cognitivo-Comportamental, pensada justamente para essa elucidação. É por meio dela que o paciente consegue, gradativamente, identificar quais são os pensamentos responsáveis por potencializar o sofrimento mental.

A proposta é que, após o exercício, o paciente se sinta melhor e capaz de enfrentar as situações de uma forma diferente, com um olhar mais confiante e positivo frente ao mundo. Entretanto, é vital o acompanhamento de um psicólogo durante o processo, para fazer o papel de guia nessa descoberta.


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