Sintomas de Esquizofrenia: Como Fazer o Diagnóstico

Sintomas de Esquizofrenia: Como Fazer o Diagnóstico

A Organização Mundial de Saúde (OMS) aponta a esquizofrenia como a doença mental que acomete cerca de 20 milhões de pessoas ao redor de todo o mundo. Ao contrário do que é pulverizado pelo senso comum, ela não é um transtorno de muitas personalidades, os sintomas de esquizofrenia abrangem muitas outras coisas.

O termo esquizofrenia foi introduzido no início do século XX pelo suíço E. Bleuler, podendo ser lido através das origens gregas de schizo (dividir) e phren (mente). Isso resulta no conceito de uma espécie de “divisão” das faculdades mentais nos pacientes.

Para conhecer mais sobre a esquizofrenia e saber como fazer o diagnóstico correto, continue a leitura.

O que é esquizofrenia?

A esquizofrenia pode ser definida como transtorno psiquiátrico ou doença mental crônica, pautada em uma alteração cerebral que pode dificultar a interpretação da realidade.

Além disso, o quadro acompanha a elaboração de respostas emocionais mais complexas, normalmente vinculadas a pensamentos de uma cadeia significante deturpada.

Normalmente, esse transtorno mental tende a aparecer na adolescência e na juventude — entre 15 e 35 anos, sendo presente na vida de 1% da população mundial.

Tipos de esquizofrenia

Existem diversos tipos de esquizofrenia e o diagnóstico se faz extremamente importante nesse momento, por meio dos sintomas apresentados por cada paciente. Diagnosticar e se fixar a um diagnóstico estão sendo distanciados por uma linha tênue, mas que não pode se romper.

É imprescindível que os profissionais da Psicologia e da Psiquiatria que estejam envolvidos no caso não reduzam o paciente a um diagnóstico, mas utilize-o para o desdobramento de alternativas corretas de tratamento.

Sendo assim, os tipos de esquizofrenia são:

  • Esquizofrenia simples — nesse quadro, é possível ver mudanças na personalidade do paciente, que prefere ficar isolado, não se importa com os acontecimentos diários e apresenta insensibilidade às relações afetivas. É um tipo de esquizofrenia que não apresenta delírios ou alucinações, mas o paciente acaba, pouco a pouco, perdendo a sua afetividade.
  • Esquizofrenia paranoide — as alucinações e delírios estão bem presentes nesses casos, o que ocasiona o isolamento social. Outra consequência é a emissão de falas confusas, falta de emoção e tendência a acreditar ser alvo de algo, que está sendo perseguido por alguém ou alguma coisa.
  • Esquizofrenia desorganizada — pode ser conhecida também como esquizofrenia hebefrênica. Os pacientes acometidos por esse transtorno têm um discurso bastante desconexo e são caracterizados por um comportamento mais infantil e respostas emocionais exageradas.
  • Esquizofrenia catatônica — é ilustrado por um quadro de apatia e resistência a tentativas de mudar a posição do corpo. Nesses casos, o paciente consegue ficar na mesma posição por horas, prejudicando a atividade motora.
  • Esquizofrenia residual — as alterações no comportamento, convívio social e emoções também estão presentes, porém em menor proporção e frequência dos outros tipos. 
  • Esquizofrenia indiferenciada — esse é o caso de pacientes que podem desenvolver algumas das características dos outros tipos, mas não se encaixam perfeitamente em nenhum deles. Nesses casos, os sintomas aparecem em frequências e intensidades diferentes, o que promove a incerteza na hora do diagnóstico.

Sintomas da esquizofrenia

O aparecimento dos sintomas de esquizofrenia normalmente se inicia entre os 15 e 20 anos para homens, enquanto, no caso das mulheres, se aproxima dos 30 anos. Mesmo que em menor frequência, a esquizofrenia também pode surgir em crianças e até mesmo em adultos acima de 50 anos.

Além dos sintomas psicóticos, o quadro da doença pode conter algumas lesões cerebrais acarretadas por alterações comportamentais. A consequência disso são distúrbios cognitivos — relacionados à atenção, tomada de decisão, linguagem e pensamento, por exemplo — e emocionais, como a apatia, falta de prazer e isolamento social.

Entre os sintomas de esquizofrenia, os delírios estão em boa parte dos tipos e são definidos como alterações na forma de captar a realidade e se posicionar diante dela. É uma certeza tida pelo sujeito, sem que haja de fato aquilo. Logo, o objeto não está presente, mas para o sujeito, existe a ponto de causar algum tipo de perturbação.

As alucinações são percepções irreais pautadas nos sentidos. Diferentemente dos delírios, o objeto está presente, porém o sujeito o vê de uma forma distorcida. Essas alucinações podem ser de vários tipos, como visuais, táteis ou olfativas.

Outro sintoma bastante comum é a desorganização da habilidade motora. Nesses casos, o paciente não consegue focar em um objeto, dificultando a execução de tarefas. Assim, o sujeito demonstra resistência a instruções, realização de movimentos repetitivos, excessivos e sem sentido aparente, bem como uma postura inadequada frente aos outros.

Esses sintomas psicóticos acabam tendo outras consequências, como o impacto na afetividade. O esquizofrênico não consegue expressar genuinamente suas emoções e reagir adequadamente a elas.

Além disso, o paciente também pode ter como sintoma as alterações do pensamento, com ideias desorganizadas, que dificultam o entendimento do discurso dito por ele. O resultado de tudo isso é a baixa em vários aspectos, como motivação, concentração, confiança, posicionamento frente ao mundo e motricidade.

Tratamento da esquizofrenia

O primeiro passo para o tratamento da esquizofrenia é entender que é uma doença que não tem cura. No entanto, com o tratamento adequado, é possível viver uma vida saudável. O foco do tratamento é justamente a redução dos sintomas de esquizofrenia e a criação de uma rotina que consiga ser produtiva o suficiente para que o paciente consiga ter o convívio social e produtividade profissional.

Assim como os outros transtornos mentais, o tratamento é multidisciplinar. Normalmente, a equipe envolve psicólogos, psiquiatras, terapeutas ocupacionais, fisioterapeutas, fonoaudiólogos, pediatras, geriatras e outros profissionais que conseguem contribuir para minimizar os impactos negativos da doença.

Os medicamentos podem ser incluídos no tratamento como uso contínuo a curto, médio e/ou longo prazo, a depender do caso e dos impactos que a doença teve ou tem na vida do sujeito. A internação é sempre a última opção, se tornando viável apenas com o aparecimento de crises severas que comprometam a sua segurança ou das pessoas ao redor.

A existência de uma rede de apoio é fundamental para que o esquizofrênico consiga preservar o seu papel social no mundo, então o primeiro passo é a desmistificação de que quem tem essa doença é “louco”, pois se trata de um quadro de sofrimento mental.

Os sintomas de esquizofrenia são diversos e, como já foi dito, o diagnóstico pode envolver diferentes ramificações deste transtorno. Porém, com a identificação correta dos sintomas, o profissional habilitado conseguirá realizar um tratamento efetivo.

Continue em nosso blog, para conhecer as Abordagens da Psicologia mais utilizadas.

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