Técnicas da TCC para Transtorno Alimentar: Conheça as principais

Técnicas da TCC para Transtorno Alimentar: Conheça as principais

O Transtorno Alimentar tem sido um diagnóstico cada vez mais frequente na clínica, necessitando de um acompanhamento multidisciplinar para o tratamento eficiente. Assim, as técnicas da TCC para transtorno alimentar são muito utilizadas.

Ainda que seja uma condição que se relacione, de formas diferentes, a várias áreas, é fundamental entendermos o aspecto social por trás dele.

As pessoas constantemente sofrem pressão para se adequarem a padrões de beleza midiáticos, normalmente representados por corpos magros e/ou malhados. Isso tem causado grande desconforto em boa parte da população, que tem dificuldade para atingir esse padrão.

Ademais, diversas questões emocionais acabam emergindo desse cenário. Assim, cria um espaço propício para o desenvolvimento de depressão e ansiedade, tornando o tratamento ainda mais complexo. Contudo, existem técnicas da TCC para Transtorno Alimentar, capazes de ajudar o terapeuta a construir estratégias de tratamento.

Continue a leitura para conhecer as principais técnicas da Terapia Cognitivo-Comportamental para o tratamento de Transtorno Alimentar.

O que é um transtorno alimentar?

Os transtornos alimentares podem ser compreendidos como patologias graves e de prognóstico reservado (American Psychiatric Association, 2003), que trazem aos pacientes grandes prejuízos biopsicossociais e elevados índices de letalidade (Cordás, 2004). 

Como se trata de uma perturbação no comportamento alimentar, esse transtorno tem interface direta com aspectos sociais e psicológicos, que provocam a ingestão inadequada ou excessiva de alimentos.

Quais são os principais transtornos alimentares?

Existem diversos tipos de transtornos alimentares, porém os mais comuns são a Bulimia Nervosa, Anorexia e Obesidade.

Bulimia Nervosa

A Bulimia Nervosa começa a ser construída a partir de um episódio de compulsão alimentar, que normalmente aparece no decorrer de uma dieta para emagrecimento. No início, esse sintoma pode ter relação aparente com a fome, mas posteriormente, quando o ciclo compulsão alimentar já está instalado, ocorre em todo tipo de situação que gera sentimentos negativos (frustração, tristeza, ansiedade, tédio, solidão). 

Uma característica típica do quadro de bulimia nervosa é o ato de comer uma quantidade de comida considerada exagerada, quando comparada ao que uma pessoa comeria em condições normais. Dessa forma, representa a falta de controle sobre o seu próprio comportamento. 

A pessoa com bulimia nervosa tende a comer de forma escondida, nutrindo os sentimentos de intensa vergonha, culpa e desejos de autopunição (Apponilário & Claudino, 2000). Contudo, nem sempre trata-se de grande quantidade de alimentos ingeridos, pois o paciente também pode ingerir alimento percebido como muito calórico, mesmo em pequena quantidade. 

Ademais, é um transtorno caracterizado por compulsão alimentar repetida, seguida por comportamentos que buscam compensar os excessos cometidos, como vômitos forçados, exercícios excessivos ou uso frequente de laxantes ou diuréticos. 

Anorexia nervosa

O paciente com anorexia nervosa também tem muito medo de ganhar peso, se recusando a manter um peso corporal saudável. Isso porque enxerga o próprio corpo de forma desproporcional ao que realmente é.

É comum que os pacientes com anorexia nervosa criem um limite extremo de comida para ser consumida ao longo do dia. Isso acontece por se considerarem com sobrepeso, ainda que estejam nitidamente muito longe disso. 

Dessa forma, é comum que os pacientes passem longos períodos sem ingestão de alimentos, façam prática exagerada de exercícios físicos e façam uso de remédios laxantes ou diuréticos. Em casos mais graves, a anorexia pode gerar gastrite, anemia, hipotermia e inibição do ciclo menstrual.

Transtorno de Compulsão Alimentar Periódica

Pessoas que se enquadram com esse transtorno tendem a perder o controle sobre sua própria alimentação. Ao contrário da Bulimia nervosa, os episódios de compulsão alimentar não são seguidos por comportamentos compensatórios, ainda que a ingestão seja de muitos alimentos em um curto período de tempo.

Dessa forma, uma das maiores manifestações do quadro é o aumento excessivo de peso. O índice de massa corporal crítico acarreta riscos de doenças cardiovasculares e elevação da pressão arterial, além do forte sentimento de culpa. 

Técnicas da TCC para transtorno alimentar

O primeiro passo para a elaboração de um tratamento eficiente com a TCC, é a solidificação da relação entre terapeuta e paciente. Eles precisarão trabalhar juntos para que quaisquer técnicas possam ser, de fato, eficazes. 

A partir de uma relação de confiança, o terapeuta precisa investigar o que está por trás da relação do paciente com a comida, para que seja possível identificar quais crenças centrais, intermediárias e pensamentos automáticos fazem parte da vida dele hoje.

É importante que o terapeuta busque a normalização da alimentação. Para isso, ele pode partir de uma discussão dos fatores que favorecem a manutenção da dieta restrita. Com ajuda de um (a) nutricionista (a), o terapeuta poderá acompanhar o estabelecimento de horários regulares para alimentação, para que seja possível fazer a exposição gradual aos alimentos e situações freqüentemente evitadas.

Caso o paciente tenha uma rotina extrema de atividade física, a suspensão dessa rotina também é gradualmente incentivada, visto que acaba exercendo a manutenção dos comportamentos disfuncionais. Dessa forma, o paciente é orientado a encarar a atividade física como um prazer, não como uma competição contra si mesmo. 

Ademais, a TCC considera a abordagem do distúrbio de imagem corporal peça chave para o tratamento de Transtornos Alimentares. O conceito de “imagem corporal” envolve três fatores: a precisão da percepção do tamanho corporal, o grau de ansiedade associada à aparência e o comportamento de evitação de exposição corporal.

Uma saída para diminuir a distorção da percepção corporal pode ser o pedido para que o paciente desenhe o seu próprio corpo, como se estivesse olhando no espelho. Em seguida, o terapeuta desenha a silhueta real, para que a paciente possa observar a diferença entre os desenhos. Como complemento à técnica, o paciente também pode, gradualmente, ser orientado a modificar seu ideal de imagem corporal, aprendendo a lidar melhor com eventuais “imperfeições”.

Os cartões de enfrentamento podem ser usados como lembretes de aceitação própria, a partir da investigação dos pensamentos automáticos que possam estar alimentando uma crença central disfuncional. Em complemento, a técnica de automonitoramento é também bem indicada para o tratamento de pacientes com transtornos alimentares.

O Transtorno Alimentar é uma realidade de diversas pessoas e pode ser trabalhado a partir da relação terapêutica estabelecida na clínica. O principal objetivo do terapeuta é ajudar o paciente a fazer as pazes consigo mesmo, construindo uma ideia de corpo mais proporcional à realidade e saudável.

Existem várias técnicas da TCC para o Transtorno Alimentar, capazes de modificar pensamentos automáticos e, consequentemente, crenças centrais que acabam incentivando a visão corporal distorcida.

Levando seus tratamentos para um próximo patamar

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