Terapia do Esquema e Borderline: o estabilizador de humor é necessário?

Terapia do Esquema e Borderline: o estabilizador de humor é necessário?

O termo borderline vem do inglês e pode ser entendido como fronteira ou limite. Sendo assim, outro nome comum para se referir ao quadro é Transtorno de Personalidade Limítrofe. 

Nesse contexto, a terapia do esquema para borderline se volta para pacientes que sofrem alterações extremas de humor ao longo dos dias. Dessa forma, mistura sentimentos como raiva, impulsividade e amor intenso.

Preparamos este texto para te ajudar a entender mais profundamente sobre a terapia do esquema e borderline. Vamos nessa?

Quais são as características de uma pessoa com transtorno de borderline?

Uma das características mais marcantes de pacientes com Borderline é a raiva e medo intensos que sentem quando acreditam estarem sendo abandonados ou negligenciados. Eles tendem a desenvolver certo pânico ou até mesmo fúria quando alguém importante para eles se atrasa ou cancela um compromisso, por exemplo, pois julgam que esse abandono significa que eles são ruins. 

Outro ponto de atenção é o fato de que tendem a mudar o ponto de vista de coisas e de pessoas de forma abrupta e dramática. Nos relacionamentos, isso se torna bem mais evidente, visto que podem idealizar exigir que o (a) parceiro (a) passe muito tempo com ele e compartilhem tudo. De uma hora para outra, eles podem acreditar que a pessoa não se importa o suficiente, passando a desprezar ou ficar irritados com a pessoa. 

Ademais, pacientes com esse transtorno têm dificuldade para controlar a raiva e, muitas vezes, têm postura inadequada frente às situações e ficam intensamente irritados. Essa raiva e irritabilidade é, normalmente, demonstrada através de sarcasmo cortante, amargura ou falação irritada, direcionada ao outro por negligência ou abandono. Após a explosão, a tendência é sentir vergonha e culpa, reforçando seus sentimentos de que são maus.

As alterações de humor costumam durar apenas algumas horas e raramente duram mais do que alguns dias. Independentemente da duração, normalmente refletem a extrema sensibilidade às tensões interpessoais.

Essa instabilidade também aparece em outros âmbitos da vida do paciente, por meio de ações como:

  • autossabotagem diante um objetivo;
  • automutiliação;
  • vício em apostas;
  • jogos de azar;
  • prática de sexo inseguro;
  • compulsão alimentar;
  • direção imprudente;
  • abuso de droga.

Além disso, episódios dissociativos, pensamentos paranoicos e, em alguns casos, sintomas psicóticos podem ser desencadeados por estresse extremo e medo de abandono. Geralmente, esses últimos sintomas não costumam ser graves o suficiente para que sejam considerados um transtorno separado. Além disso, também costumam ser temporários.

Terapia do esquema para borderline: como funciona?

O primeiro passo para entender como a terapia do esquema funciona para o tratamento de pacientes com Borderline é conceituar o que são esquemas. A Terapia do Esquema se pauta no conceito de que a personalidade é construída por crenças centrais, que são esquemas cognitivos que se desenvolvem como fruto da relação entre o ambiente, as características psicossociais e o comportamento do indivíduo.

Nesse contexto, o tratamento tem como foco a mudança desses esquemas desadaptativos, que podem ser o centro do transtorno. Pesquisas recentes sugerem que as técnicas da Terapia Cognitivo-Comportamental (TCC) que são utilizadas na Terapia do Esquema para Borderline são significativamente mais eficazes do que outros tipos de abordagens da Psicologia.

Como atuar com a terapia do esquema para borderline?

O principal ponto da terapia do esquema para borderline é entender quais são os esquemas que o paciente construiu até o momento atual. A partir dessa identificação, o terapeuta deve propor reflexões e intervenções que consigam fazer com que o paciente se desprenda de comportamentos disfuncionais, para desenvolver comportamentos que sejam mais saudáveis para cada situação.

Não existe fórmula de bolo para a atuação do terapeuta. Porém, a escuta ativa e empatia são características fundamentais para o sucesso do tratamento. O terapeuta irá, através das técnicas da TCC, abordar os pensamentos automáticos, crenças centrais, crenças intermediárias e quaisquer comportamentos que possam estar alimentando esquemas desadaptativos.

Estabilizador de humor: borderline necessita?

Antes de iniciarmos as indicações, precisamos deixar claro que o estabilizador de humor só deve ser utilizado mediante prescrição médica. Caso contrário, os efeitos podem ser negativos e piorar a situação.

Nenhum medicamento é capaz de tratar o Transtorno de Borderline por completo, visto que os quadros têm vários pontos que andam entrelaçados. Contudo, o estabilizador de humor (como lítio ou lamotrigina) é uma alternativa medicamentosa indicada para grande parte dos casos de transtornos de ansiedade, depressão, transtorno bipolar e borderline.

Em linhas gerais, os antidepressivos são indicados para a redução da sensação de vazio, os antipsicóticos para a diminuição dos comportamentos impulsivos/autodestrutivos e sintomas dissociativos e, em paralelo, os estabilizadores de humor focam na diminuição da oscilação emocional.

Contudo, a terapia é fortemente indicada, independentemente da medicação prescrita para o paciente, de forma que ele consiga tratar as causas raízes de cada sintoma. Cada caso é um caso e precisa ser analisado com bastante atenção, para que os estabilizadores de humor não sejam fonte de dependência do paciente, mas sim um complemento da terapia.

A Terapia do Esquema para Borderline é uma alternativa cada vez mais utilizada no tratamento de pacientes ao redor do mundo. Isso porque ela é eficaz para a modificação de esquemas desadaptativos que acabam criando um cenário fértil para o desenvolvimento de comportamentos disfuncionais.

Levando seus tratamentos para um próximo patamar

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