Sintomas de Autismo: Como Fazer o Diagnóstico

Sintomas de Autismo: Como Fazer o Diagnóstico

O Autismo, também conhecido tecnicamente como Transtorno do Espectro Autista (TEA) é um transtorno mundialmente discutido e estudado, visto que, até hoje, não há um consenso sobre as suas causas. 

Um estudo divulgado pelo JAMA Psychiatry, em 2019, provoca o debate acerca disso, apontando que de 97% a 99% dos casos de autismo têm influência crucialmente genética e, além disso, 81% é hereditário. O estudo foi feito com cerca de 2 milhões de indivíduos, de 5 países distintos.

O Manual Diagnóstico e Estatístico de Transtornos Mentais (DSM-V) define o autismo como um transtorno que envolve o comprometimento das habilidades socioemocionais, atenção e linguagem, potencializados pela dificuldade cognitiva.

Os sintomas do autismo variam de caso a caso e, acima de tudo, de qual nível de comprometimento que o paciente se encontra no espectro do transtorno. Dessa forma, torna-se fundamental o acompanhamento desde o início da manifestação dos sintomas para, assim, iniciar o tratamento para melhores resultados.

É só continuar a leitura para saber quais são esses sintomas.

Quais são os sintomas de autismo?

Os sintomas do Transtorno do Espectro Autista variam bastante de caso a caso, principalmente no que diz respeito à intensidade. É preciso, logo, observar atentamente quais os comportamentos emitidos pela criança para, assim, ser capaz de realizar um diagnóstico assertivo. 

Contudo, de forma geral, o DSM-V também define um conjunto de sintomas mais comuns nos casos estudados ao redor do mundo, para ajudar os profissionais da saúde e até mesmo as famílias a identificar os sinais de autismo.

Em crianças, por exemplo, são eles:

Contato Visual

Os autistas têm, geralmente, muita dificuldade em estabelecer contato visual com as pessoas. Para eles, olhar para pessoas diretamente por mais de 2 segundos já é um tremendo sacrifício.

Isso se dá justamente pela dificuldade de manter uma relação com o outro, que, para o autista, é uma espécie de ameaça à sua segurança.

Organização

A organização extrema pode também ser um sinal de autismo, sendo demonstrada, muitas vezes, pelo ato de alinhar os objetos. Os autistas costumam organizar seus objetos com base no alinhamento por cor, tamanho ou categoria, por exemplo.

Os pacientes com TEA também gostam muito de rotinas, se pautando nelas para estabelecimento da segurança em se relacionar com os outros e com o meio. 

Atender pelo nome

Os indivíduos com autismo se fecham em seu mundo e, por isso, podem não atender quando são chamados pelo próprio nome. Esse comportamento é, ocasionalmente, entendido como surdez, mas não é bem assim.

Eles escutam o chamado, não tendo comprometimento fisiológico de qualquer parte do sistema auditivo, contudo, estão tão intensamente focados no universo particular, que deixam de prestar atenção ao que é alheio a isso. 

Comportamentos estereotipados e disfuncionais

Outro ponto característico do autismo são os movimentos estereotipados, conhecidos como repetitivos. Os mais comuns são o movimento de balançar as mãos, pernas ou o próprio corpo para frente e para trás.

Além disso, eles podem apresentar os comportamentos abaixo:

  1. Ter brincadeiras diferentes, usando seus brinquedos para funções distintas do que eles foram elaborados e usados pelas outras crianças
  2. Ser extremamente reativos e inflexíveis quanto a algumas texturas e cores, não podendo ter contato com objetos e alimentos que tenham alguns tipos de textura, cheiros, sabores ou cores que os incomodem
  3. Ter um limite diferente à dor, se inclinando a fazer atividades perigosas e até mesmo envolver outras pessoas nelas
  4. Comportamento agressivo quando são tirados da sua rotina ou forçados a fazer alguma coisa que não queiram fazer
  5. Ficar passando excessivamente a mão em objetos ou ter fixação por água;
  6. Ter comportamento agitado e agressivo quando se veem em locais com muito barulho ou cheios demais

Comprometimento da linguagem 

Alguns pacientes com autismo têm dificuldade em emitir alguns fonemas, ou seja, algumas palavras são praticamente impronunciáveis para eles. Outros não conseguem falar absolutamente nada, de tão intenso e severo é esse comprometimento. 

Alguns estudos apontam que um terço das pessoas com TEA são não-verbais, ou seja, não usam a fala de forma alguma. É importante entender que às vezes o paciente tem a capacidade de falar, mas prefere não usá-la para estabelecer comunicação com as outras pessoas. 

Além disso, alguns deles podem repetir frases ou palavras insistentemente por minutos e, em alguns casos, em momentos inadequados. Eles podem emitir também algumas frases prontas.

Foco intenso

Um sintoma bastante comum é o hiperfoco, uma vez que eles têm, normalmente, interesse em assuntos bem específicos. Devido a isso, tendem a estudar bastante sobre esse assunto, se tornando praticamente especialistas. Eles ficam tão interessados no assunto que gostam de falar sobre ele incansavelmente. 

Interpretação de contexto

Os autistas costumam ser presos a conceitos concretos, tendo dificuldade em interpretar ironias e quaisquer figuras de linguagem. Eles são, assim, muito literais. Esse sintoma pode ser evidenciado, por exemplo, nas brincadeiras de faz-de-conta, pois não conseguem fingir que estão em locais ou com objetos que não estejam de fato ali. 

Leia também sobre o Transtorno de Déficit de Atenção com Hiperatividade que acomete muitas crianças.

Sintomas em adolescentes e adultos

Os sintomas de autismo têm manifestações um pouco diferentes nos adultos e adolescentes. A dificuldade em estabelecer o contato visual por mais de 2 segundos também pode ser observada em adultos e adolescentes. Além disso, eles também gostam muito de rotinas e precisam, de certo ponto, delas para se sentirem minimamente seguros. 

Outra característica bem comum em adolescentes e adultos com autismo é a ausência de amigos. Os sujeitos podem até ter amigos, mas mantém uma relação, ainda assim, de distanciamento com eles, não tendo um contato regular com eles.

Além disso, eles gostam muito de ficar em casa, preferindo programas em que não seja necessário sair de casa de forma alguma. Não gostam de utilizar transporte público ou ir em locais que tenham muitas pessoas. 

Costumam desenvolver quadros de ansiedade e depressão, tendo muita dificuldade em ter autonomia para o trabalho profissional e interação social.

Como fazer o diagnóstico do autismo

Para fazer o diagnóstico é preciso que o profissional faça uma boa anamnese. Dessa forma, é importante averiguar a existência dos sintomas de autismo no paciente. Para isso, são válidas algumas atitudes, tais como:

  • Conversar com pais e/ou responsáveis pela criança;
  • Visitar a criança em ambientes sociais;
  • Avaliar, com o auxílio de outros profissionais, a audição, visão, comunicação e outros.

O autismo não é algo fatal, ainda que seja um transtorno que pode demandar um cuidado intenso por toda a vida. É fundamental que os sintomas sejam acompanhados desde o início, para que o tratamento tenha seus efeitos potencializados. 

O cuidado, ainda que seja por toda a vida, é a aposta para que o sujeito consiga ter uma vida funcional e desenvolva a qualidade de vida. O estabelecimento de uma rede de apoio é igualmente importante para que o sujeito consiga ressignificar suas limitações.

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