Transtorno de Personalidade Esquizoide: O que é, Como Diagnosticar e Tratar

Transtorno de Personalidade Esquizoide: O que é, Como Diagnosticar e Tratar

Vários transtornos, assim como o Transtorno na Personalidade Esquizoide, podem evidenciar o comprometimento do convívio social. Isso porque o desinteresse e resistência às relações sociais tende a ser característica de muitos deles. Nesse contexto, é preciso muita atenção e estudo para a realização de um diagnóstico correto.

O Transtorno da Personalidade Esquizoide tem como principal característica o desinteresse do paciente em se envolver com as pessoas, preferindo realizar todas as atividades sozinho. Assim, não desenvolve diversas habilidades relacionadas à relação do homem com os outros.

Quer entender melhor o que é o Transtorno da Personalidade Esquizoide, bem como os sintomas e formas de tratamento? Então, continue a leitura para descobrir!

O que é o Transtorno da Personalidade Esquizoide?

O Transtorno da Personalidade Esquizoide é caracterizado por um padrão de desinteresse geral pelos relacionamentos sociais. Isso impacta negativamente o desenvolvimento de emoções oriundas das relações interpessoais.

O termo “Esquizoide” foi apresentado por Eugen Bleuler no início do século XX. Bleuler cunhou o termo com o objetivo de definir uma tendência da pessoa que volta a sua atenção para o mundo interior, criando uma barreira ao exterior.

Estudos apontam que cerca de 3,1% a 4,9% da população norte-americana geralmente desenvolve o Transtorno da Personalidade Esquizoide. Além disso, estima-se que seja ligeiramente mais comum entre os homens, principalmente se há, na família, pessoas com esquizofrenia ou transtorno de personalidade esquizotípica.

Sintomas do Transtorno da Personalidade Esquizoide

De acordo com o DSM-V (Manual Diagnóstico e Estatístico de Transtornos Mentais), há alguns sintomas mais generalizados que denunciam a construção de um quadro de Transtorno da Personalidade Esquizoide:

  • Os sujeitos parecem não possuir um desejo de intimidade. Assim, tornam-se indiferentes às oportunidades de desenvolver relacionamentos íntimos, além de não se esforçarem para fazerem parte de uma família ou de outro grupo social.
  • Preferência em passar tempo sozinhos, no lugar de estarem com outras pessoas. Com frequência, parecem ser socialmente isolados ou “solitários”. Praticamente sempre escolhem atividades ou passatempos individuais, que não envolvam a interação com outras pessoas. 
  • Gostam mais de tarefas mecânicas ou abstratas, como jogos matemáticos e/ou de computador. 
  • Podem desenvolver pouco interesse em experiências sexuais com outra pessoa e têm prazer em poucas atividades ou, até mesmo, em nenhuma.
  • Geralmente sentem pouco (ou nenhum) prazer em experiências sensoriais, corporais ou interpessoais, como caminhar na praia ao pôr-do-sol ou fazer sexo. 
  • No geral, são indivíduos que não têm amigos íntimos ou confidentes, exceto, ocasionalmente, algum parente em primeiro grau.

Além disso, o indivíduo com Transtorno da Personalidade Esquizoide parece, na maioria dos casos, indiferente às críticas ou elogios. Ademais, pode parecer lento e letárgico, com um discurso monocórdico e, majoritariamente, com humor negativo.

Os sintomas começam a ser manifestados na infância ou adolescência em forma de solidão, dificuldade em manter um relacionamento com pessoas, baixo rendimento escolar e até mesmo situações de bullying sofridas, justamente pelo indivíduo ser “diferente” dos demais.

Como diagnosticar esse transtorno?

O diagnóstico deve, acima de tudo, ser pautado por uma boa escuta. O terapeuta deve recorrer à bagagem teórica para ser apto a perceber as possíveis nuances do caso e, assim, ser capaz de orientar as intervenções.

A Terapia Cognitivo-Comportamental orienta que o diagnóstico seja feito por meio da observação dos comportamentos e, como consequência, os estímulos e respostas que podem estar por trás deles. Além disso, busca entender quais emoções foram atribuídas em cada comportamento, para que seja possível identificar as crenças envolvidas.

Ainda de acordo com o DSM-V, o foco dessas observações será encontrar pelo menos 4 das seguintes características:

  • Nenhum desejo ou prazer com relacionamentos íntimos, mesmo os que sejam com membros da família.
  • Forte preferência por atividades solitárias.
  • Pouco ou nenhum interesse em atividade sexual com outra pessoa.
  • Prazer com poucas ou nenhuma atividade.
  • Inexistência de amigos íntimos ou confidentes.
  • Indiferença aparente frente a elogios ou críticas dos outros.
  • Frieza emocional, distanciamento e/ou afeto aplainado.

É fundamental que o diagnóstico seja apresentado e tratado com o paciente com bastante tato, para que ele não se “cole” ao diagnóstico como justificativa para qualquer comportamento disfuncional que faça. 

O diagnóstico deve, primordialmente, guiar o terapeuta quanto às melhores alternativas de tratamento. Dessa forma, deve ser apresentado ao paciente como um caminho, não como uma sentença.

Como tratar um paciente com Transtorno da Personalidade Esquizoide 

Equipe multidisciplinar

O tratamento de pacientes com Transtorno da Personalidade Esquizoide, assim como para grande parte dos transtornos da personalidade, pode ser multidisciplinar. Pode ser útil a participação de outros profissionais da saúde, como fonoaudiólogos, terapeutas ocupacionais, nutricionistas e fisioterapeutas, por exemplo.

É importante que o paciente tenha acesso a essa equipe multidisciplinar sempre que necessário. Dessa forma, os resultados tendem a ser mais visíveis em um menor espaço de tempo, visto que algumas disfunções devem ser tratadas por um profissional especializado naquilo.

Terapia

Um dos pontos fundamentais do tratamento é a terapia. Os profissionais de todas as abordagens da Psicologia são tecnicamente capazes de conduzir o tratamento do caso. No entanto, estudos comprovam a eficácia por meio da Terapia Cognitivo-Comportamental (TCC), que irá focar no desenvolvimento de habilidades sociais para impulsionar a mudança.

A TCC conta com um leque de técnicas, como a análise do esquema de crenças centrais, intermediárias e pensamentos automáticos, por exemplo. Dessa forma, serão destrinchados, em conjunto, os comportamentos apresentados pelo paciente e as emoções vinculadas a eles, para assim, inserir novos comportamentos no repertório do indivíduo.

Medicamentos

Além disso, a intervenção medicamentosa pode ser útil em alguns casos, uma vez que a depressão pode ser uma das comorbidades presentes. O uso dos medicamentos deve ser prescrito e controlado por um psiquiatra, que irá definir a dosagem melhor de acordo com cada caso.

A Terapia Cognitivo-Comportamental é capaz de ajudar o paciente com o Transtorno da Personalidade Esquizoide a desenvolver comportamentos socialmente funcionais. Dessa forma, ele será capaz de construir um repertório composto de comportamentos que envolvam as outras pessoas e que gerem algum tipo de prazer àquele sujeito.

Existem outros diagnósticos que também têm como tratamento o uso da Terapia Cognitivo-Comportamental. Assim, percebe-se a sua importância.

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